Preço da carne só deve cair no decorrer do primeiro trimestre de 2020

  • 18/08/2019
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Preço da carne só deve cair no decorrer do primeiro trimestre de 2020

A escalada no preço da carne bovina não deve dar trégua ao consumidor nas próximas semanas. Dirigentes da indústria, varejistas e pesquisadores que acompanham o mercado apontam que a crescente demanda externa pela proteína brasileira e o período de entressafra na pecuária do Rio Grande do Sul, que se estende até fevereiro, tendem a continuar pressionando o custo do churrasco dos gaúchos. A perspectiva é de que os cortes só voltem a cair no decorrer do primeiro trimestre de 2020.

Entre outubro e novembro, todos os 10 cortes acompanhados pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro) da UFRGS sofreram aumento. Os maiores reajustes foram na picanha (59,5%), filé mignon (49,3%) e alcatra (44,4%). O coordenador do Nespro, Júlio Barcellos, projeta que até o final de dezembro a tendência é de alta nos preços e, posteriormente, um ciclo de queda deve começar. Ainda assim, para Barcellos, dificilmente o consumidor pagará o mesmo valor verificado até o início do segundo semestre, quando as exportações para a China se intensificaram.

- Até março de 2020 os preços devem se normalizar, mas não voltam ao que eram antes. Isso porque a venda é concentrada nas grandes redes de supermercados, que trabalham com uma margem maior de lucro - aponta.

Pesquisador de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Thiago Carvalho constata que a oscilação do preço depende diretamente do comportamento do consumidor, que começa a migrar para outras alternativas de proteínas, como frango e suínos. Isso pode reduzir a pressão no preço da carne de gado, em um momento de pouca oferta do produto. Um dos fatores que explica os reajustes recentes está na queda da produção dos frigoríficos nos últimos anos, já que muitos pecuaristas reduziram o foco na atividade por considerar a remuneração pouco atrativa.

- Houve declínio no abate de animais no país nos últimos anos, fazendo com que a oferta ficasse mais restrita. E, agora, a China entrou comprando muita carne do país, em volume recorde - salienta.

O fator China

O surto de peste suína africana que atingiu parte expressiva do rebanho chinês de suínos é a principal razão para que os asiáticos tenham intensificado o apetite por proteína animal brasileira. Devido ao problema, a China passou a buscar cortes de frango, suínos e bovinos no Exterior. Entre janeiro e outubro deste ano, segundo o Ministério da Economia, as exportações de carne de gado do Brasil totalizaram US$ 5,7 bilhões, 7,6% a mais frente ao mesmo período de 2018. Com crescimento de 36,6% no ano, a China foi o principal destino dos embarques, respondendo por US$ 1,6 bilhão dos negócios.

Já no Rio Grande do Sul, conforme o Departamento de Economia e Estatística da Secretaria Estadual de Planejamento (DEE/Seplag), houve queda de 1,5% no volume geral de embarques, que totalizaram US$ 195 milhões. Entretanto, as vendas para a China saltaram 104%, ficando em US$ 55,1 milhões. O aumento dos negócios com o gigante asiático é comemorado pela indústria, mas encarado como demanda pontual para os próximos anos.

- A China ainda vai levar em torno de três anos para normalizar sua produção. Passado esse período, eles devem se reequilibrar e reduzir a importação. Por isso, temos de ser conservadores. Não adianta se atirar e produzir mais porque lá na frente talvez não tenhamos para onde vender essa produção - aponta Ronei Lauxen, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado (Sicadergs).

Os movimentos externos serão os principais responsáveis por ditar o comportamento dos preços nas gôndolas no Estado, segundo o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo.

- Os únicos preços que estão estáveis para o final de ano são os das aves natalinas, que já foram compradas pelos supermercados. Já na carne bovina, esperamos que os preços se estabilizem nas próximas semanas - relata.

Longo lembra que, apenas no último final de semana, alguns estabelecimentos tiveram queda de 35% nas vendas de carne bovina. Atualmente, em torno de 80% da carne vendida nos supermercados é produzida no Rio Grande do Sul.

Fonte:Portal Celeiro

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